OVELHA NEGRA DE OUTROS PASTOS

Eu não sei escrever do jeito que os poetas escrevem.

Eu nem sei escrever bem;

mas a força de provar que eu vivo esse domínio novo

me lança a essa empreitada.

Eu sou quem fui e quem nem sempre imaginei ter sido

um vagabundo e marginal

vivi os tropeços da juventude e, quando envelhecido,

carreei todos os males.

Fui um mísero humano que não deixei marca alguma

mas alguns se lembram

de um anônimo figurante que vivia da bondade alheia

pelas ruas e avenidas.

cheguei ao porto desse ponto, onde chegam as almas

torturado de dor ainda

e não fossem mãos caridosas de afeições amigas

eu não saberia como ser.

Venho pois agradecer, através dessa carta simplória

aos que me ajudaram.

Deus proteja suas vidas enquanto vidas todos tiverem

assim como protegeram a minha.

Obrigado amigos, que o Bom Pastor, meigo e sereno,

acolha a todos hoje e sempre.

Pois em seu redil, eu ovelha negra de outros pastos

fui acolhido por seus santos anjos.

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